quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Conversando sobre sexo com as crianças
Criança sempre surpreende. Por mais que os pais já tenham outros filhos ou convivam com sobrinhos e filhos de amigos, cada movimento novo na vida do pequeno vem carregado de surpresa. Em alguns casos, a surpresa vem acompanhada de um leve desconforto: é quando a criança questiona os pais sobre assuntos relacionados a sexo. A pergunta mais comum, a partir dos quatro anos, é "Como os bebês nascem?".

Na maioria das vezes, a resposta engasga na boca dos pais, que não sabem como tratar do assunto com seus filhos, ainda mais quando aquela é a primeira abordagem sobre este tema, até hoje considerado tão polêmico.

Os especialistas são unânimes em instruir: aja com naturalidade. A maneira como você vai falar com a criança, os detalhes que você vai (ou não) contar, isso tudo depende de você e da relação que tem com o pimpolho. Porém, é preciso falar. Sem indignação, sem dizer à criança que ela não tem idade para aquele tipo de questionamento.

Afinal, se ela teve a iniciativa de perguntar, é porque aquela é uma dúvida pertinente sim! E, caso você se recuse a tratar a questão, é quase certo que ela acabará perguntando para outras pessoas, às vezes para crianças mais velhas ou adolescentes, o que pode gerar distorção da realidade ou levar seu filho a supervalorizar o assunto "sexo".

Tem idade certa para começar a falar de sexo?

Não há uma idade considerada ideal para os pais começarem a conversar sobre sexo com seus filhos. Normalmente, é a própria criança quem sinaliza essa necessidade. A pergunta e os questionamentos partem dela, principalmente naquela fase curiosíssima, entre quatro e seis anos.

Algumas crianças, no entanto, são mais tímidas e observadoras. Neste caso, é bom que os pais, ao perceberem que seu filho não é propenso a perguntas e questionamentos, puxem a conversa, tentando introduzir o assunto de maneira leve e natural.

Não é porque seu filho não pergunta nada que ele não tem dúvidas. Sonde-o com comentários aleatórios, principalmente para descobrir o que ele já sabe ou acha saber.

É importante que os pais tenham discernimento para usar uma linguagem apropriada nas conversas com as crianças, sempre levando em consideração a idade delas e também o modo como conversam normalmente, no dia a dia.

É em casa que se aprende

A visão e a opinião que as crianças têm sobre determinados assuntos vêm principalmente do que elas veem e vivenciam dentro de casa. Sendo assim, o exemplo dos pais é essencial e determinante na formação da personalidade de seus filhos.

Tratar o sexo como um assunto corriqueiro e, depois que a criança já estiver mais crescidinha, explicar a ela que o ato nada mais é do que uma consequência natural do amor entre duas pessoas (como entre papai e mamãe e, um dia, entre o filhinho e alguém de quem ele goste muito), é a melhor maneira de criá-la sem medos, traumas ou preconceitos.


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